Largo da Carioca

O post de hoje é sobre o Largo da Carioca. Um lugar que é o encontro das arquiteturas colonial e contemporâneo. Está parcialmente escondida entre os altos edifícios  de escritórios, nessa área estão a Catedral da cidade, totalmente moderno. O café Art Nouveau e joias da arquitetura Barroca, bons motivos para conhecer essa movimentada parte da cidade.


O relógio público, datado do início do século passado, foi confeccionado em 1909 pela Fundição Brasileira de Ferro e Bronze Klober e Cia. Com quatro faces sustentados por um suporte de ferro, a base decorada com três sereias aladas, que representam a indústria, o comércio e a navegação. Os números e os ponteiros são feitos em ferros fundidos, com moldura de vidro. O relógio foi instalado em 1947, enquanto o lampadário passava por uma adaptação.


A base do relógio com as três sereias aladas representando a indústria, o comércio e a navegação.

O relógio fica situado em frente a estação de metrô Largo da Carioca, acesso C - Convento de Santo Antônio.

A história
O atual Largo da Carioca está em uma área, outrora existia uma lagoa. Próximo a ela foi construída uma pequena ermida por dois frades franciscanos. A construção do convento e da igreja no alto do morro ocorreu nos primeiros anos do século XVII. Para drenar a lagoa, os franciscanos fizeram uma vala que é atual Rua Uruguaiana. Nessa mesma época começou a ser construída a capela da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, ao lado do Convento e da Igreja de Santo Antônio.
No centro da praça
No século XVIII a praça passou a se chamar Largo da Carioca, pois ali foi instalado um chafariz que distribuía as águas do Rio Carioca, que vinha de Santa Teresa, pelo aqueduto dos Arcos da Lapa.
(https://riodejaneirocitytour.blogspot.com.br/2016/12/lapa.html). Até hoje, a população local é chamada de carioca por causa do rio que abastecia de água a cidade colonial. O chafariz, com suas dezesseis bicas, tornou a praça o centro da vida da cidade. Escravos e crianças de famílias pobres faziam fila para encher tonéis e jarros de água para beber, cozinhar e higiene pessoal.
Evolução
Em 1896, uma linha de bondes estabeleceu uma ligação entre o Largo da Carioca e Santa Teresa, sendo que o aqueduto foi adaptado para permitir a passagem do bonde no lugar da água. E funciona até hoje, mas tanto o chafariz quanto a estação de bondes original não existem mais. Estes e outros antigos edifícios deram espaço para o crescimento desta grande praça. Quando das obras do metrô, foram encontrados muito objetos marítimos e até barcos, uma indicação de como esta área mudou com o passar dos anos. Hoje, o Largo da Carioca é uma área vibrante, por vezes invadida pelo comércio informal.

Catedral Metropolitana
A Catedral Metropolitana foi fundada em 1676 pela bula do Papa Inocêncio XI, a Diocese, e depois a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro nunca teve Catedral própria, sempre precisou servi-se de igrejas emprestadas. Nos primeiros 58 anos de sua história, ela se instalou numa igrejinha que o governador Salvador de Sá mandara fazer de adobes e telha-vã, com três naves, no Morro do Castelo, e que foi demolida em 1922, quando acabou o desmonte do morro.

Em 1734, a Catedral foi transferida do Morro do Castelo para a Igreja de Santa Cruz dos Militares, onde permaneceu por três anos. Depois, mudou-se para a Igreja de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, e ficou ali até a chegada da Família Real, em 1808, quando Príncipe Regente de Portugal, Dom João VI, fez da Igreja Nossa Senhora do Carmo, na Praça XV, sua Capela Real, logo elevada, por ele também, à categoria Catedral.

Só depois de muitas e penosas diligências, a Arquidiocese conseguiu então Estado da Guanabara lhe cedesse um terreno no qual foi erguida a Catedral , que teve a sua pedra fundamental abençoada e lançada por D. Jaime de Barros Câmara, a 20 de janeiro de 1964, sendo o Sumo Pontífice S.S. o Papa Paulo VI.



A Catedral Metropolitana de São Sebastião do Rio de Janeiro possui 75 metros de altura externa e 64 metros de altura interna.


No interior da Catedral, ao fundo do Presbitério, estão a estátua do Padroeiro da cidade à Catedra e no lado oposto a estátua da padroeira secundária Sant'Ana. Sobre a Catedra, encontra-se o Brasão Episcopal de Dom Orani.




Carro-Andor confeccionado para conduzir a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Aparecida, em 1922, no Congresso Arquidiocesano, hoje em dia é utilizado para as procissões do Corpus Christi.

A seguir o link com todas as informações sobre a construção e reforma da Catedral. E também a forma arquitetônica da Catedral e sua simbologia. Link: http://www.catedral.com.br/construcao.php

Informações:
👉 A realização do casamento na Catedral de São Sebastião, é feito de segunda a sexta feiradas 8h às 16h, na Capela do Santíssimo. Para saber sobre o valor da cerimônia, entrar em contato com a Secretária Paroquial, pelo telefone (21) 2240-2669 / 2869 ou (21) 2267-1797. Coral e ornamentação: preço à parte. Informações na Secretária Paroquial nos telefones acima. A Capela do Santíssimo tem capacidade para duzentas pessoas sentadas.
👉 Horário de funcionamento da Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro.
Horário das Missas: Domingo: 10h - Missa Dominical - Altar Mor;
                                    Segunda-Feira: 12h - Cripta (Capela das Almas);
                                    Terça-Feria a Sábado: 12h - Missa na Capela JmJ.

Horário da Secretária: de Segunda a Sexta-Feira: 8h às 12h e 13h às 17h;
                                             Sábado: 8h às 12h.

Horário de visita: A Catedral fica aberta todos os dias das 7 às 17h.

Horário de Confissão: Entrar em contato com a secretária da Catedral.
Endereço: Avenida República do Chile, 245, Centro do Rio de Janeiro.
Entrada Franca.

Igreja e Convento de Santo Antônio
A grande restauração da igreja e do Convento de Santo Antônio teve início em 2008, comemoração de seus quatrocentos anos. Localizado no que restou do morro de Santo Antônio, o complexo arquitetônico parece estar suspenso acima do Largo da Carioca, firme e definitivo, firme e definitivo, no meio da paisagem moderna da cidade e do entorno. A igreja já foi modificada algumas vezes algumas vezes durante a sua história, mas ainda mantém as tradicionais linhas arquitetônicas franciscanas, uma construção simples, sem torres ou capelas adjacentes.
No átrio que leva à entrada, ao lado da porta da igreja, um nicho de granito guarda a famosa estátua de Santo Antônio, que diz-se ter protegido o Rio de Janeiro da invasão francesa e que continua a proteger a cidade. Seu papel foi tão importante que durante anos recebeu soldo como miliar.
A característica mais importante do mosteiro é a decoração Barroca dos três altares da capela-mor, datado do início do século XVIII, adornados com folhas de acanto e parreiras. Belas pinturas  contam a vida de Santo Antônio e dois anjos, perto do altar principal, contemplam a decoração interna.
A sacristia, à direita do pátio, atrás do mosteiro, é considerada uma das mais belas da cidade. Seu piso e sua pia são feitos de mármore, os móveis são feitos de jacarandá e há uma marca magnífica do século XVIII. Painéis de azulejos portugueses, delicados e tradicionais, e pinturas a óleo ilustram passagem da vida de Santo Antônio. À direita da sacristia, através ajardinado, encontra-se o mausoléu onde estão os restos mortais de membros da Família Real, falecidos ainda jovens.
Endereço: Largo da Carioca s/n. Para ir à Igreja e Convento de Santo Antônio, a melhor opção de transporte público é o Metrô. Pegar o metrô e descer na estação Largo da Carioca, Acesso C - Convento de Santo Antônio. Valor da passagem R$ 4,30 (unitário)
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Sábado, das 8h ás 15h.
Entrada franca.

Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência
A decoração Barroca, o interior recoberto de ouro e a pintura do teto da nave central fazem dessa igreja, terminada em 1736, uma verdadeira joia da arquitetura e uma das mais belas do país. A igreja não possui torres nem sinos devido à proximidade com a Igreja e o Convento de Santo Antônio. Até hoje, a simples Capela da Terceira Ordem, que é visível da igreja do convento, à direita do altar-mor, permanece fechada por cortinas e grades por causa de atritos entre a Ordem Terceira e a Ordem Franciscana.
Este é um dos melhores exemplos de decoração religiosa do país e certamente o mais importante do Rio de Janeiro. A talha em madeira, feita entre 1726 e 1743 pelos mestres Manuel e Francisco Xavier de Brito, está  entre as mais impressionantes do país. Merece atenção a pintura do teto, a Glorificação de São Francisco, de Caetano da Costa Coelho, primeiro a usar a perspetiva no Brasil.

Endereço: Largo da Carioca, 5, Centro.
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 9h às 17h. Sábados e feriados, das 9h e 30 às 17h.
Entrada franca.

Espero que tenham gostado do post sobre o Largo da Carioca, Centro do Rio de Janeiro. Até o próximo post.

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Fonte: Guia Verde Michelin Rio de Janeiro
            http://www.catedral.com.br/

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