Praça XV de Novembro

Olá, tudo bem? O post de hoje é sobre a região da Praça XV de Novembro - Centro do Rio de Janeiro. Leva esse nome em homenagem ao dia da Proclamação da República em 1889. Para o carioca é simplesmente chamado de  Praça XV. Foi uma das primeiras praças e seus arredores ficam bem no Centro histórico tendo várias igrejas coloniais, prédios históricos e centros culturais. O ideal para o morador ou visitante que queira conhecer o local e o seu entorno é fazer o passeio a pé.


A atual Praça XV e seu entorno, um ótimo local para fazer tour.


Na foto acima, é o Chafariz do Mestre Valentim que também é conhecida como Chafariz da Pirâmide. Durante a construção, a obra foi supervisionada pelo Mestre Valentim e com desenho do engenheiro Marechal Jacques Funck de 1780.
É composta por uma torre quadrada e no topo possui uma pirâmide que continha as armas portuguesas e mas foi substituída por uma esfera armilar encimada pela coroa imperial em bronze.


A estátua equestre conta com a figura de D. João VI montado, possui na sua mão direita o globo terrestre que é símbolo do poder. Foi executada por Barata Feio. A escultura fica em cima de um pedestal de concreto e a estátua tem três metros de altura e feita em bronze.

E foi oferecida no IV Centenário da Fundação da Cidade do Rio de Janeiro pelo Governo Português em homenagem ao Rei de Portugal que morou no Brasil entre os anos de 1808 a 1821.


Ao fundo da foto é o Paço Imperial que foi construído para ser sede e moradia do Governador do Rio de Janeiro e também foi o local onde ficou a Real Casa da Moeda em 1743.

Quando a Família Real Portuguesa chegou no Brasil em 1808, o prédio transformou-se em palácio real e depois a declaração da independência em 1822, o Paço Imperial. A família real portuguesa não ficou por muito tempo e se mudou para  a Quinta da Boa Vista, que tornou a residência oficial dos monarcas até 1889. O Paço Imperial ficou apenas para cerimônias, festas, recepções oficias e a proclamação da república em 1889, o que levou o seu declínio.


No Paço Imperial teve duas datas importantes para história do local; a primeira foi o Dia do Fico que levou esse nome quando o Príncipe Regente declarou para as pessoas que estavam reunida que sua intenção era de ficar no Brasil, isso ocorreu no dia 09 de janeiro de 1822. A decisão não agradou muito o parlamento em Lisboa, pois queria manter o status de colônia no Brasil. E a segunda foi quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea que abolia a escravidão no país, e ela falou para povo em uma das janelas do paço. E o fato aconteceu no dia 13 de maio de 1888.


Na foto acima, é a estátua equestre do Panteão de Osório que foi levantado com uma subscrição popular em honra ao Marechal Manuel (1808-1879), Barão, Visconde e Marquês do Herval por braveza militar na Guerra do Paraguai.


O monumento foi encomendado ao escultor Rodolfo Bernadelli (1852-1931) no ano de 1887 e feito na oficina Thibaut em Paris e com o bronze dos canhões tirado dos inimigos no período da guerra com o Paraguai. No dia 21 de julho de 1892, o corpo embalsamado de Osório foi transferido para uma cripta neste monumento. A inauguração da estátua do Panteão aconteceu no dia 12 de novembro de 1894 e com grande cerimônia.
A base foi feita de granito alpino e tem dois baixos-relevos em bronze que mostram a batalha de Tuiuti e o ataque ao Passe da Pátria.


Na foto acima, é a fachada da entrada do Arco do Teles e Travessa do Comércio e construída nos moldes de uma cidade portuguesa, com casas altas, próximas e de frente uma das outras e com vias de pedras.
Em 1790, o Arco do Teles sofreu um grande incêndio e quase foi destruído e hoje em dia é a entrada pouco largo da Travessa do Comércio. Foi construído pelo Brigadeiro José Fernando Pinto Alpoim, o prédio formado por três sobrados em estilo colonial e com fachadas únicas, foi encomendado pela família Teles de Menezes, do qual honra o arco foi batizado.
A via é uma estreita de pedestres e alguns prédios mantém a fachada antiga e em seu interior tudo moderno. A própria rua possuí vários sobrados, sacadas em ferro batido e lampiões antigos. Há também bares e restaurante onde as pessoas se encontram, principalmente sexta à noite após o trabalho.


Na foto acima é o Palácio Tiradentes onde fica a sede da Alerj que abrigou o prédio conhecido como Casa de Câmara e Cadeia. O ponto de partida da Casa de Câmara e Cadeia começou no ano de 1631, quando os membros do Senado e e da Câmara do Rio de Janeiro pediram a construção de um prédio especialmente projetado para atender os Trabalhos do Legislativo. Na época, era muito comum nas cidades coloniais da América portuguesa que os edifícios também tivessem prisões. Com o passar do tempo, a Casa da Câmara e Cadeia ficou com a fama de Cadeia Velha.


A estátua da foto acima é o preso mais famoso da Cadeia Velha, o Tiradentes. Ele ficou preso por três anos até ser levado para ser enforcado na manhã de sábado do dia 21 de abril de 1782. Tiradentes andou em procissão até a Praça Lampadosa, a atual Praça Tiradentes onde foi executado. A leitura da sentença durou dezoito horas, depois do discurso de aclamação à rainha.
👉Possui visita guiada e tem que ser agendada, confiram no link a seguir: http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/visitaguiada/. Ainda conta com a exposição permanente Palácio Tiradentes: Lugar de Memória do Parlamento Brasileiro e exposição temporária que pode ser conferida no link a seguir: http://www.alerj.rj.gov.br/Listar/IndexExposicaoTemporaria. O telefone para informações e visitas em grupo: (21) 2588-1251 / 2588-1393.
O Palácio Tiradentes fica na Rua Primeiro de Março, S/N. O horário de funcionamento é de segunda a sábado das 10h às 17h e domingos e feriados das 12h às 17h e a entrada é franca.

✌ Como fazia tempos que eu não ia naquela região da Praça XV, quando eu fui em julho desse ano e está um pouco diferente. O mergulhão da Praça XV fechou para obras em 2014 e nunca mais reabriu e o trânsito foi direcionado para a Avenida Rio Branco. No lado esquerdo da estação das Barcas, agora conta com a estação do Veículo Leve Sobre Trilhos mais conhecido como VLT Carioca.


Na foto, o ponto final da linha 2 do VLT Carioca na Praça XV próximo a estação das Barcas. Assim que embarcar no trem, o usuário deverá passar o cartão do rio card no validador para pagar a passagem no valor de R$ 3,80. É importante informar que, no interior do trem tem fiscal que fica com uma maquininha na mão que passa por cada pessoa para conferir se validou o vale transporte no validador.


Coloquei legenda na foto para identificar os atrativos turísticos visto perto das barcas. No número 1, é a estação das barcas que faz o trajeto Praça XV - RJ para Ilha de Paquetá, Praça Araribóia em Niterói, Charitas, Cocotá, Mangaratiba e Angra dos Reis. No próprio site das barcas, o usuário pode conferir os horários e tarifas, pois há variação entre as linhas. O link a seguir:
http://www.grupoccr.com.br/barcas/linhas-horarios-tarifas
No número 2, é a Ilha Fiscal que ficou famoso por ter tido o 'Último Baile do Império' realizado alguns dias antes da Proclamação da República. O local fica no interior da Baía de Guanabara. No link a seguir, o site da Marinha para ver os horários de funcionamento, como chegar, duração, valor dos ingressos. Confiram a seguir: https://www.marinha.mil.br/dphdm/ilha-fiscal

O post sobre a Praça XV fica por aqui, até o próximo post!!!
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Fonte: Guia Verde Michelin - Rio de Janeiro
http://www.palaciotiradentes.rj.gov.br/linhadotempo/

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